domingo, 21 de novembro de 2010

A educação...

"A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tão pouco a sociedade muda."
Paulo Freire

Aula de Português

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas da minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois; o outro, mistério.

Carlos Drummond de Andrade, Obra Poética, 7º Volume

Produção de texto - Revista Nova Escola

Edição especial: PRODUÇÃO DE TEXTO. Ler, planejar, escrever, revisar, reescrever... Tudo o que seus alunos precisams aber para redigir bons textos com coerência, coesão e criatividade. http://revistaescola.abril.com.br

A mulher de Nanquim - Sinopse


A mulher de Nanquim de Alexandre Veloso de Abreu compõem-se de trinta contos que retextualizam de forma rica e surpreendente lendas e mitos da humanidade, todas contadas por uma narradora, cuja pele é completamente tatuada por símbolos que representam cada uma das histórias contadas ao seu interlocutor.


Gleice Solozabal

Museu da Língua Portuguesa


Piso de uma galeria do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.

A vida sexual da mulher feia - Resenha

O Tragicômico
A vida sexual da mulher feia, de Claudia Tajes, relata com "humor", dependendo do ponto de vista, a trajetória amorosa de Jucianara, mulher que desde criança foi considerada feia e gorda e por causa dessa "condição" sua vida foi sendo moldada com histórias e acontecimentos que de tão trágicos chegam a ser muito engraçados.
A obra escrita em primeira pessoa, nos aproxima muito da personagem, fazendo com que sintamos ao mesmo tempo compaixão e graça.

Gleice Solozabal

Contos Fantásticos - Resenha


A fragilidade humana

Os contos escritos pelo autor francês Guy de Maupassant, reunidos na coletânea intitulada "Contos Fantásticos O Horla e outras histórias" da editora L&PM Pocket, revelam de forma bem construída uma visão do Fantástico, que não o privilegia completamente, mas o coloca o tempo todo em confronto com a "realidade", com a "razão" concebida pelo homem.
Os personagens o tempo todo se vêem em um estado de pertubação ante os fenômenos sobrenaturais que se apresentam diante deles, mas nunca deixando de lado as tentativas de uma explicação racional diante desses acontecimentos. Esse confronto constante entre real e sobrenatural revela de modo instigante a fragilidade humana, no que diz respeito a sua própria identidade como ser racional, pensante, dono de si mesmo, cuja própria realidade não passa de uma construção moldada não pelo concreto, contudo por elementos de pura abstração, e, que não a fazem dessa forma, algo plenamente confiável.
Contos Fantásticos é uma obra espetacular, que nos faz refletir muito sobre a nossa condição de detentores de um saber tão inconstante como a nossa própria realidade.

Gleice Solozabal